Foi uma virada épica, após 25 minutos iniciais
desastrosos. A República Democrática do Congo poderia facilmente ter aberto
dois ou até três gols de vantagem. Mais tarde, ainda no primeiro tempo, acertou
uma bola na trave e continuou a assustar a defesa inglesa. Depois da parada
para hidratação, a Inglaterra respirou, melhorou um pouco e passou a criar boas
oportunidades. Em uma delas, Rashford, cuja presença venho defendendo desde o
início da Copa, desperdiçou um gol sem goleiro após uma bela jogada do criticado
Madueke, que, apesar das críticas, fez uma boa partida.
Mas uma pergunta continua difícil de responder: por
que Saka é titular absoluto e Madueke, seu reserva no Arsenal, enquanto na
seleção acontece justamente o contrário? Mais uma das polêmicas decisões de Thomas
Tuchel.
O segundo tempo teve um dono: Harry Kane. O craque
da Inglaterra, o maior jogador do English Team desde os anos 90, de Paul
Gascoigne e Gary Lineker. Kane é decisivo, tem sangue quente, personalidade
enorme e um poder de finalização impressionante. Assumiu a responsabilidade
durante toda a partida. Que atuação épica do Hurrikane — já merece ser
tratado como "Sir" por tudo o que fez. No primeiro gol, deu uma
verdadeira aula de cabeceio para empatar um jogo complicadíssimo. No segundo,
acertou um petardo, sem qualquer chance para o goleiro congolês.
Mas também precisamos falar de Declan Rice e Jude
Bellingham. Não dá para colocar toda a responsabilidade e toda a esperança de
vitória nos pés de Harry Kane, como vem acontecendo desde o início da Copa.
Onde está o Declan Rice do Arsenal? Aquele que organiza o time, controla o meio-campo e dita o ritmo da partida? Já passou da hora de ele aparecer nesta Copa.
Bellingham foi bem nos primeiros jogos, mas ainda
não teve uma atuação realmente brilhante. Espera-se muito mais do craque do
Real Madrid. Aliás, talvez ele ainda não tenha se tornado o jogador dominante
que muitos imaginavam. Seja como for, precisa entregar mais.
E Saka precisa ser titular, independentemente de
sua condição física. Ele entra e o time simplesmente melhora. Sr. Thomas Tuchel
deve estar com o travesseiro quente todas as noites, pensando em Palmer e
Foden. Sim, os dois atravessam uma fase menos inspirada e não estão na melhor
condição física, mas Copa do Mundo é um torneio de tiro curto. Em jogos como o
de hoje, fazem muita falta jogadores capazes de decidir uma partida em um único
lance, com um drible, um passe ou um chute improvável.
Agora vem o México. Uma seleção forte, que joga em
casa, empurrada por um Azteca santificado. Um adversário duríssimo e,
provavelmente, o maior teste da Inglaterra até aqui. Harry Kane já vestiu a
armadura, mas Tuchel vai precisar de mais do que um cavaleiro para sobreviver à
próxima batalha.
Promessa de jogaço.
Come on, England.
João
Ferreira (Djandjas)
imigrante em Dublin e amante do futebol raiz, desde a Copa de 1986





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