quinta-feira, 28 de maio de 2026

Copa 2026 • Grupo E • Alemanha

 O Peso do Chumbo




A camisa da Alemanha sempre pesou como chumbo no imaginário de quem a enfrenta. Por décadas, o mundo se acostumou a ver o futebol como um jogo de onze contra onze em que, no fim, os alemães venciam. Mas o esporte, em sua ironia implacável, cobrou a conta da glória de 2014. Desde então, a camisa que entortava varais parecia arrastar seus próprios jogadores em campo, presa aos fantasmas das eliminações vexatórias nas fases de grupos da Rússia e do Qatar.

 Hoje, a seleção que se prepara para a Copa de 2026 já não é o reflexo de Toni Kroos ou Thomas Müller. A velha guarda, aquela que nos fez engolir a seco o 7 a 1, finalmente pendurou as chuteiras internacionais — com a exceção de Manuel Neuer, que caminha para sua quinta Copa.

 



 











Sob o comando de Julian Nagelsmann, o chumbo virou engenharia letal. O treinador abandonou a posse de bola estéril do passado recente e instaurou um futebol híbrido, agressivo e vertical, reflexo do momento especial vivido por seus principais protagonistas nos clubes. O termômetro desse time atende pelo apelido de “Wusiala”: Florian Wirtz chega à Copa depois de seguir encantando a Europa pelo Bayer Leverkusen, ditando o ritmo do jogo com uma maturidade assustadora. Ao seu lado, Jamal Musiala desfila como o grande motor criativo do Bayern de Munique. Juntos, esses meninos jogam com a leveza de quem não carrega a cruz das derrotas recentes da seleção.

Eles não estão sozinhos. No ataque, a Alemanha conta com um Kai Havertz decisivo como peça móvel e letal no Arsenal campeão da Premier League. Para dar sustentação a essa máquina ofensiva, a defesa é liderada por Antonio Rüdiger, que traz na bagagem a agressividade e a aura vencedora do Real Madrid — ainda que o clube merengue atravesse um raro vácuo recente de títulos. Atrás dele, Manuel Neuer ainda guarda a meta alemã, como último sobrevivente daquela geração campeã que viu a camisa pesar, cair e tentar se reerguer.

 



 









Com esse poder de fogo, a Alemanha sobrou nas eliminatórias europeias e garantiu seu lugar como cabeça de chave. Sorteada no acessível Grupo E, ao lado de equipes como Costa do Marfim e Curaçao, a classificação para o mata-mata não é objetivo: é obrigação. Nagelsmann sabe que sua pressão pós-perda e suas linhas altíssimas fazem do time uma ameaça constante, mas também deixam a defesa exposta a contra-ataques rápidos. Por isso, adota o discurso de “desafiante”.

A Alemanha não desembarca na América do Norte como a favorita unânime de outrora, mas como um gigante ferido que recriou a própria identidade. Se o sistema defensivo aguentar o tranco, o talento que sobra do meio para frente tem fôlego e magia suficientes para empurrar os alemães até, pelo menos, as semifinais — e devolver à sua camisa o peso de ser o pesadelo de qualquer adversário. 

 
















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Luiz Paulo Aranha (LOES)

sócio e gestor da MOAT capital e conselheiro do São Paulo FC

Copa 2026 • Grupo D • Austrália

O Aluno Invisível



Todo professor tem turmas e alunos marcantes, seja pelo desempenho brilhante em sala de aula, seja pelos comportamentos traumáticos dos educandos, daqueles que rendem momentos desesperadores e “causos” memoráveis. Projetando tal analogia para o mundo da bola, sabe-se que, nas Copas do Mundo, existe uma primeira ordem, composta pelos protagonistas de sempre, circunscritos aos oito seletos países que já levantaram a taça — que serão sete em 2026, já que a Itália conseguiu a proeza de não vir de novo para a festa final da bola — somados a um ou outro pequeno território europeu considerado bom de bola, como Holanda, Croácia, Bélgica e a coqueluche do momento: Portugal, do interminável e formidável Cristiano Ronaldo, em sua sexta (e última) Copa.

Já na segunda prateleira, há o grupo dos promissores, ou seja, aqueles que não se destacam no dia a dia, mas que demonstram potencial de crescimento e visibilidade interessante. Neste bloco costumam fazer parte os anfitriões sem tradição em Copas, vide Coreia em 2002 e México em 1970 e 1986; times sul-americanos fora do eixo Brasil-Argentina, como Colômbia, Paraguai e outros que tais); médias equipes europeias; e a sensação africana ou asiática do momento — pelo retrospecto recente, seria o semifinalista de 2022, Marrocos.


 












Na metáfora acadêmica, estamos falando do aluno que não participa muito, mas que o docente sabe ser inteligente e capaz de realizar trabalhos acima da média, causando alguma surpresa ou admiração, de tempos em tempos.

O último bloco, por sua vez, é composto por uma hipotética zona do rebaixamento. É marcado por escretes que vêm aos Mundiais como prováveis sacos de pancadas, adversários preferidos dos que pleiteiam a artilharia das Copas — vide Miroslav Klose contra a Arábia Saudita, em 2002. Há também, nesse grupo, um componente folclórico, quase mítico, que transforma tais participantes, minúsculos no âmbito futebolístico — ou, na analogia supracitada, acadêmico — em aprendizes padrão “café com leite”.

Costumam ser os novatos em Copas ou países sem expressão com a bola nos pés e populações similares às de bairros paulistanos, como foi a Islândia em 2018 e, atualmente, na versão turbinada do Mundial, direcionada a times quase amadores como Curaçao, Cabo Verde e Haiti. Eles, ao menos, tendem a nos fazer rir, já que a expectativa é minúscula, assim como ocorre com aqueles alunos que parecem ter saído diretamente de supletivos como Mobral ou Kumon.

A Austrália, todavia, faz parte de um terceiro e enfadonho bloco. É o típico “nem fede nem cheira”. É o aprendiz sem expressão. O aluno que o professor não decora o nome. É o time que não encanta, tampouco provoca risadas ou sensações marcantes. Neste sentido, seus jogos costumam ser difíceis de assistir, com pouca criatividade e muita destruição de jogadas, no melhor estilo “cintura dura” herdado de suas raízes britânicas.

Não tem nem a graciosidade de um coala, muito menos a altivez de um canguru perneta — ou melhor, maneta — que esconde sua bola, no caso, o filhote, nas bolsas internas, driblando os adversários de forma serelepe e sagaz. O único suspiro que esse time, com sete Copas nas costas, já trouxe foi a porrada de Tim Cahill no prélio ante os holandeses, na inesquecível e surpreendente Copa de 2014, quando foi comemorar com soquinhos típicos dos marsupiais aussies na bandeirinha de escanteio. Muito pouco para quem quer ir bem nas provas e passar de ano no mundo futebolístico.

O escrete da Grande Barreira de Corais até tentou mudar de escola, indo jogar há alguns anos as competições na Ásia. Deu-se bem, pois continuou se classificando — esta será sua sexta Copa seguida — e se preparando de modo mais adequado, diante de alunos mais competitivos, já que seus vizinhos insulares mal sabem o bê-á-bá do futebol, com exceção da também inócua, em termos futebolísticos, Nova Zelândia.

 



 










A Austrália chega à disputa no verão da América do Norte como sempre: insossa. Não parece capaz de repetir a façanha de quase empatar a vida de mentes brilhantes como Messi e companhia, da tricampeã Argentina do professor Scaloni em 2022, que suou para vencê-la no Qatar.

O time atual de Tony Popovic — que não é parente da divertida e rechonchuda Silvia — aposta em uma linha de três zagueiros muito físicos e alas bem espetados, com destaque para o gigante meio desengonçado Harry Souttar na zaga, a liderança discreta de Jackson Irvine no meio e a pálida promessa Nestory Irankunda, comprado recentemente pelo poderoso Bayern de Munique, no ataque. O mediano goleiro veterano Mat Ryan segue como capitão e espectador de jogos com muita disputa aérea e absoluta falta de talento no meio de campo, o que deve garantir confrontos sonolentos contra Estados Unidos, Paraguai e Turquia, no fraco Grupo D, em que Bobadilla, um aluno nota 6,5, pode acabar sendo o destaque.

Com tudo isso, talvez passe novamente de fase, aos trancos e barrancos, como um aluno de nota mínima que até cumpre o que foi requisitado, mas está longe de despertar qualquer sentimento mais veemente em seus espectadores, seja entusiasmo ou vergonha alheia.




 













A Austrália é mais do mesmo. Não passa da nota de corte, dos novos dezesseis avos de final. É um time médio, quase chato de assistir, que vai assinar a lista de presença e que o professor talvez nem reconheça depois. Simplesmente porque é ruim demais para surpreender e bom demais para passar vexame.

 


 



 









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Rafael Bauer (POPERA)

Professor Universitário e Doutorando da Área de Turismo. Mestre em Filosofia e Finais da Libertadores pelo São Paulo. Viajante inveterado, com 2 Copas presenciais (Brasil e Rússia)





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Copa 2026 • Grupo D • Turquia

A Bússola de Montella



Há seleções que entram em campo com a frieza de um relógio, calculando a cada passe como desmontar o adversário. E há a Turquia. O futebol em Istambul nunca foi sobre o cálculo; sempre foi sobre o caos, o coração batendo no pescoço e a temperatura em constante ebulição. Os ecos daquela geração mágica de 2002 — que só parou diante do Brasil de Ronaldo e Rivaldo — ainda pairam no ar como assombração e inspiração. Hoje, a equipe que desembarca na América do Norte para a Copa de 2026 tenta provar que não é apenas um raio que cai a cada duas décadas, mas sim uma tempestade pronta e amadurecida.

O que difere essa geração atual é a mistura fina entre a tradicional fúria emocional e uma rara frieza tática. Sob o comando do italiano Vincenzo Montella, a Turquia encontrou uma bússola. Montella blindou o sistema defensivo e entregou as chaves do ataque a uma juventude que já não se intimida nos grandes palcos. Hakan Çalhanoğlu, o grande maestro e capitão, segue regendo o meio-campo com a precisão que o consolidou como o motor da Inter de Milão. Na frente, a esperança passa pelos pés de Arda Güler, a joia que, no Real Madrid, aprendeu a transformar a audácia juvenil em eficiência letal, e de Kenan Yıldız, que a cada dia pede mais protagonismo vestindo a camisa da Juventus.




 












Foi essa transição rápida e talentosa que levou os turcos até as quartas de final na Euro 2024. E para a Copa de 2026, o destino não poderia ter sido mais generoso. A Turquia caiu no Grupo D, uma chave, para ser honesto, fácil. Terão pela frente os Estados Unidos, anfitriões que ainda não conseguiram passar de uma seleção mediana e sem grande poder de fogo; uma Austrália, tecnicamente limitada que já não assusta; e um Paraguai, que há muito tempo tenta lembrar o que é ser competitivo na América do Sul.




 









Nesse cenário, passar de fase deixou de ser um sonho para ser uma obrigação absoluta, e o primeiro lugar do grupo é o único resultado aceitável. Ironicamente, o maior adversário da Turquia na primeira fase será ela mesma. Se a prancheta de Montella conseguir controlar os nervos e evitar a clássica autossabotagem emocional que historicamente persegue o país nos momentos de favoritismo, essa geração tem a pista livre e o talento necessário para passear nas oitavas e chegar com força nas quartas de final, provando que a paixão turca, quando organizada, é letal.















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Luiz Paulo Aranha (LOES)

sócio e gestor da MOAT capital e conselheiro do São Paulo FC



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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Copa 2026 • Grupo D • Paraguai

Esqueça Larissa Riquelme e vá para Ciudad del Este





Quando se fala em futebol sul-americano, o mapa costuma puxar o olhar para os mesmos lugares: o gigante Brasil, a apaixonada Argentina e o histórico Uruguai, pequeno no território e imenso na camisa. É quase automático: a América do Sul parece começar no Maracanã, atravessar La Bombonera e terminar no Centenário. Mas, bem no coração do continente, existe um país que nunca precisou fazer barulho demais para ser respeitado. Um país de fronteira, de tereré gelado e sol forte, com um povo fanático e uma camisa vermelha e branca que, quando aparece em Copa, raramente vem a passeio. Esse país é o Paraguai.

A Albirroja estreou em Mundiais logo na primeira, em 1930. Caiu no grupo com Bélgica e Estados Unidos, venceu os belgas e marcou ali seu primeiro gol em Copas. A derrota para os norte-americanos encerrou cedo aquela aventura, mas abriu uma história que nunca foi de protagonismo absoluto — e também nunca foi pequena. O Paraguai voltou em 1950, no Brasil, e em 1958, na Suécia. Em 50, empatou com os suecos e perdeu para a Itália, depois caiu num grupo duro na Copa seguinte, onde foi goleado pela França, venceu a Escócia e empatou com a Iugoslávia. Faltou pouco para avançar, mas esse “pouco” sempre acompanhou a seleção paraguaia como uma sombra.

Entre uma Copa e outra, veio a prova de que o Paraguai não era apenas coadjuvante: em 1953, conquistou a Copa América de forma invicta. Em 1979, voltou a levantar o torneio. Não era o Brasil de Pelé, nem a Argentina de Maradona, nem o Uruguai das glórias antigas. Era uma seleção cascuda, competitiva e orgulhosa, daquelas que tornam qualquer jogo desconfortável.

 



 










Em 1986, chegou às oitavas. Mas foi entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000 que ganhou sua imagem mais reconhecível: time duro de bater, goleiro-artilheiro e zagueiros cascudos, com faca nos dentes. José Luis Chilavert era um personagem: capitão, cobrador de falta, provocador profissional e segundo maior goleiro-artilheiro da história — só perde para um tal de Rogério Ceni. À frente dele, Arce e Gamarra davam ao Paraguai a sensação de muro: talvez desse para passar, mas nunca sem deixar algum pedaço pelo caminho.

 



 










A Albirroja esteve nas Copas de 1998 a 2010. Nas duas primeiras, passou da primeira fase e caiu nas oitavas. Em 2006, parou ainda na fase de grupos. Até que, em 2010, na África do Sul, veio a melhor campanha: chegou às quartas de final —encarou a Espanha, que depois seria campeã. A partida ficou marcada pela sensação de uma história que escapou pela ponta da chuteira: com o jogo em 0 a 0, o Paraguai teve a chance de sair na frente, colocou a futura campeã contra a parede, mas o pênalti perdido por Óscar Cardozo virou uma cicatriz na melhor campanha paraguaia em Copas. Depois, a porta se fechou. Ficou fora de 2014, 2018 e 2022, dezesseis anos longe do palco principal — tempo demais para um país que conhece o sabor de incomodar gigantes.

Agora, em 2026, o Paraguai volta à Copa com uma missão simples de dizer e difícil de cumprir: lembrar ao mundo que ainda existe futebol no centro da América do Sul. Não chega como favorito, nem cercado de holofotes e muito menos com o peso midiático dos vizinhos, mas talvez seja justamente aí que mora o perigo. O Paraguai sempre foi melhor quando entrou em campo sem pedir licença. Com uma torcida apaixonada, um povo que respira futebol e uma cultura que mistura tereré, chipa, sopa paraguaia e orgulho nacional, a Albirroja volta para tentar recuperar um lugar que já foi seu: o de seleção incômoda. Porque algumas seleções jogam para encantar. O Paraguai, muitas vezes, joga para lembrar que Copa do Mundo também se vence na raça, na alma e na teimosia.


















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Felipe Sanches (BUCCA)
historiador e arqueólogo, mora em Toledo (PR); 
primeiro jogador de rugby da família




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Copa 2026 • Grupo D • Estados Unidos

A Última Fronteira:

da órbita da Lua ao gramado de casa





Os Estados Unidos chegaram à Lua antes de aprender a gostar de empate — o país do touchdown, do home run, da cesta no estouro do cronômetro e do “vencedor a qualquer custo” sempre olhou com certa desconfiança para um esporte capaz de terminar em 0 a 0.

Em 1969, fincaram uma bandeira onde ninguém havia pisado. Transformaram a Lua em palco, a Guerra Fria em propaganda e um passo de Neil Armstrong em uma frase para a eternidade. Depois de décadas olhando para aquele feito como quem olha para um troféu antigo na estante, voltaram. Porém, dessa vez, não pousaram, tampouco deixaram novas pegadas. Contornaram aquele velho satélite como quem passa de carro diante da própria lenda só para lembrar ao mundo: “a gente ainda manda”.

Essa talvez seja a melhor definição dos Estados Unidos. Eles não ocupam apenas território; ocupam o imaginário. Estão nos filmes, nas guerras, nas marcas, nos bancos, nas sanções, nas redes sociais, nos hambúrgueres, no espaço, na ONU, nos acordos de paz e também nas confusões que deveriam ser evitadas. Quando o mundo pega fogo, é raro não haver uma sombra americana perto da fumaça; quando a Terra fica pequena, eles olham para cima; quando o céu parece o limite, eles mandam uma nave.

Os Estados Unidos aprenderam a transformar poder em linguagem. Dominam a cena antes mesmo de entrar nela. Vendem o sonho, fazem o espetáculo e cobram do mundo uma atenção quase obrigatória — às vezes no mesmo pacote, com a bandeira tremulando e uma trilha sonora de cinema. Mas existe um lugar onde esse império ainda não conquistou o topo: o futebol.




 








 

E é isso que torna a Copa de 2026 tão interessante. Porque o país que chegou à Lua, que coloca o próprio sotaque no planeta inteiro, agora recebe em casa o único jogo que nunca conseguiu dominar de verdade. Em 1994, os Estados Unidos sediaram uma Copa quase como quem apresentava o soccer ao próprio público. Em 2026, precisam provar que não estão apenas organizando um espetáculo, mas também tentando pertencer a ele. Não basta lotar estádios, vender ingressos, camisetas, copos temáticos e experiências premium com vista para o gramado. Agora é preciso jogar.

A seleção norte-americana chega com Pochettino no banco e uma geração que já não pode se esconder atrás da palavra “projeto”. Pulisic é o rosto do time, McKennie é o cérebro, Tyler Adams é a ordem, Antonee Robinson é o pulmão, Weah é a força e Balogun carrega a obrigação do gol. Não é um time favorito ao título, mas também não é mais uma curiosidade simpática do país do soccer. Em casa, os Estados Unidos precisam provar que não são apenas os donos da festa. Precisam parecer parte dela. Talvez essa seja a última fronteira.

 



 

 










Eles já dominaram continentes, mercados, discursos, guerras e órbitas. Na Lua, já chegaram de novo. No futebol, ainda estão tentando pousar no ponto mais alto do pódio.


N. do A.: aqui, falamos do futebol masculino. No feminino, os Estados Unidos já fincaram a bandeira no topo há muito tempo.
















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Marcelo Martensen (MILAN)
publicitário e editor do De Letra na Copa




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