quarta-feira, 3 de junho de 2026

Copa 2026 • Grupo H • Uruguai

El Pajarito Celeste



Federico Valverde, hoje uma das grandes estrelas da seleção uruguaia e do Real Madrid, teve uma infância humilde, marcada pelo sacrifício da família e paixão pelo futebol desde os primeiros passos, algo muito comum na trajetória errática de tantos futebolistas sul-americanos.

Valverde nasceu em 21 de julho de 1998, no bairro de Unión, em Montevidéu, no Uruguai. Durante sua infância, viu sua mãe, Doris, vendendo roupas em feiras de rua, enquanto seu pai, Julio, trabalhava como segurança de um cassino para garantir o básico: alimentação, roupas, moradia e baby fútbol, o futebol infantil local.

Começou a jogar muito cedo, aos três anos, no clube de bairro Elbais. Foi nessa época que ganhou o apelido de "El Pajarito" (O Passarinho). O nome foi dado por um de seus primeiros treinadores, que dizia que o garoto voava em campo, magrinho e leve, como se cruzasse o gramado sem esforço. Curiosamente, quando criança, ele odiava o apelido, porque queria parecer um jogador forte e "temido", mas a marca ornitológica acabou pegando.

Aos nove anos, Valverde chamou a atenção dos olheiros do Peñarol, um dos gigantes do futebol uruguaio. Apesar do talento técnico absurdo, Federico atravessou uma fase de certa preguiça, que o impediu de atingir todo o seu potencial. Gostava de jogar com a bola no pé, mas não tinha o mesmo entusiasmo para marcar, correr sem ela ou recompor na defesa. Foi a insistência de seus treinadores da base, somada aos conselhos duros de seus pais, que mudou sua mentalidade e ajudou a transformá-lo no jogador dinâmico e incansável, de “área a área”, que ele é hoje.

 



 














Além disso, há uma história famosa, contada por sua mãe, segundo a qual Frederico, aos quatro anos, acordou certo dia dizendo que havia tido um sonho muito real. No sonho, entrava em um estádio gigante, lotado de pessoas vestidas de branco que gritavam seu nome. Ele vestia uma camisa branca e havia estrelas ao seu redor. Anos mais tarde, o Real Madrid o contratou quando ele tinha apenas 16 anos, embora só tenha integrado o clube ao completar 18, e a família relembrou o episódio como uma premonição da infância.

Hoje, o passarinho incansável é um dos maiores ícones de dedicação e talento do multicampeão time madrilenho, além de expoente da Celeste Olímpica no Mundial de 2026. Isso porque o pequeno país finalmente deixou de contar com os extraordinários atacantes Suárez e Cavani, dois dos maiores jogadores uruguaios do século, transferindo a Valverde a responsabilidade de conduzir a transição de gerações da seleção, sem perder a aura de grande esquadra sul-americana da história.

A Celeste Olímpica tem se renovado devagar, a ponto de pilares como Muslera, Giménez, Bentancur e Arrascaeta, trintões de Copas passadas, ainda serem importantes peças do elenco. Além deles, a equipe conta com bons nomes, como o zagueiro barcelonista Araújo e o lépido avante Darwin Núñez, o que não elimina a sensação predominante de certa limitação técnica e um prognóstico de ambições modestas na Copa. Com esse cenário, os torcedores devem se concentrar em buscar alguns bons lampejos do sempre aguerrido Uruguai, liderados pelo supracitado autoprofeta da bola.

 














Considerando-se que, só nos Estados Unidos, cerca de 70 milhões de pessoas praticam ou têm interesse em birdwatching, o sucesso do polivalente lateral, meia e ponta direita passarínico Valverde parece provável, apesar de uma andorinha só não fazer verão.

 














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HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)




Rafael Bauer (POPERA)

Professor Universitário e Doutorando da Área de Turismo. Mestre em Filosofia e Finais da Libertadores pelo São Paulo. Viajante inveterado, com 2 Copas presenciais (Brasil e Rússia)



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Copa 2026 • Grupo H • Arábia Saudita

O Deserto do Ouro de Tolo



Antes do futebol, havia o deserto. Na Arábia Saudita, a paisagem parece ensinar o país a medir ambição em distância: dunas que avançam como ondas imóveis, planícies secas que se perdem no horizonte e cidades que nasceram cercadas por areia e calor. É uma geografia de extremos, na qual a sobrevivência sempre dependeu de adaptação, como se cada travessia exigisse a capacidade de enxergar o futuro de onde quase tudo parecia vazio. Talvez por isso o futebol saudita tenha escolhido crescer assim, não como quem planta uma árvore em solo fértil, mas como quem ergue uma arena no meio do deserto e decide transformar miragem em espetáculo.

 



 









O ponto de virada veio quando Cristiano Ronaldo aceitou trocar a Europa pelo Al-Nassr e transformou a Saudi Pro League em assunto mundial. A partir dali, o campeonato saudita deixou de ser visto apenas como um destino alternativo para jogadores em fim de carreira e passou a funcionar como uma nova estação de transferência do futebol global. Com dinheiro e clubes dispostos a pagar salários que poucos mercados poderiam acompanhar, a liga trouxe Benzema, Neymar, Kanté, Mané, Mahrez, Firmino e outros nomes capazes de deslocar as manchetes para Riyadh e Jeddah.

A estratégia era clara: comprar atenção antes de comprar tradição. A Arábia Saudita entendeu que, no futebol moderno, a presença de grandes estrelas não serve apenas para vencer jogos, mas também para vender uma imagem, atrair audiência e colocar o país no centro de conversas que antes pertenciam quase exclusivamente à Europa. De repente, a liga saudita virou vitrine e, mais do que isso, atalho financeiro para clubes europeus que precisavam vender jogadores caros, enquanto atletas consagrados encontravam contratos impossíveis de recusar.

Mas o brilho estrangeiro também criou uma questão incômoda para a seleção. Se os clubes ficaram mais famosos, os jogadores sauditas ficaram melhores ou apenas passaram a dividir espaço com astros importados? Essa é a contradição que acompanha os Falcões Verdes rumo à Copa de 2026: o país que comprou holofotes para sua liga agora precisa provar que também consegue transformar investimento em competitividade no campo.

 



 










A seleção saudita chega aos Estados Unidos carregando duas memórias que se cruzam. Uma é distante, de 1994, quando disputou a primeira Copa em solo americano e alcançou as oitavas de final. A outra é recente, de 2022, quando venceu a Argentina na estreia e produziu uma das maiores zebras da história dos Mundiais. Entre uma lembrança e outra, existe agora uma nova cobrança: mostrar que a explosão do campeonato nacional não foi apenas uma miragem dourada no meio do deserto.

O time saudita nasce justamente dessa sombra. Muitos jogadores locais atuam nos mesmos clubes que passaram a receber os grandes nomes estrangeiros, dividindo o dia a dia, em meio à pressão, com craques que ocupam os cartazes principais da liga, mas também aprendendo a sobreviver em um ambiente mais exigente do que antes da invasão do ouro. 

Salem Al-Dawsari, referência técnica e emocional da seleção, joga no Al-Hilal que virou vitrine mundial; Mohammed Kanno, Saud Abdulhamid e Ali Al-Bulaihi, entre outros, carregam a experiência de quem talvez não venda tantas camisas quanto Cristiano Ronaldo ou Benzema, mas formam a espinha dorsal que realmente serve aos Falcões Verdes. São jogadores que muitas vezes se escondem atrás do brilho importado nos fins de semana, embora sejam eles que, quando chega a Copa, precisam sair da sombra e mostrar se a revolução saudita também produziu futebol para além dos holofotes.

 



 









Depois de transformar sua liga em um mercado de luxo, a Arábia Saudita terá uma missão mais difícil do que contratar craques: provar que, por trás do ouro, há futebol suficiente para fazer os Falcões Verdes voarem mais alto quando a Copa começar. Porque no deserto, onde toda miragem parece uma promessa, só a bola dirá se esse brilho não era apenas ouro de tolo.




 











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HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)



 

Marcelo Martensen (MILAN)

Publicitário, editor do De Letra na Copa e apreciador da Saudi Pro League



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terça-feira, 2 de junho de 2026

Copa 2026 • Grupo H • Cabo Verde

Os Tubarões Lançados



Cabo Verde não chega à Copa apenas como uma seleção de 500 ou 600 mil habitantes, chega como uma nação espalhada pelo mundo. Este pequeno país-arquipélago não representa apenas as ilhas do Atlântico, mas também uma comunidade presente em Portugal, França, Holanda, Estados Unidos e tantos outros lugares. A classificação não é só a história de um “azarão simpático”; é a história de uma seleção que construiu sua força com jogadores formados ou nascidos fora, mas ligados por origem, família e identidade cabo-verdiana. Em campo, os Tubarões Azuis carregam as ilhas e a diáspora que ajudou a transformar um pequeno arquipélago africano em estreante de Copa do Mundo.

A classificação veio em um grupo que parecia escrito para confirmar o favoritismo de Camarões, uma seleção acostumada ao palco da Copa e dona de uma história muito maior nas Eliminatórias Africanas, mas Cabo Verde virou a lógica pelo avesso ao transformar regularidade em autoridade, vencer os jogos que precisava vencer e chegar à rodada decisiva dependendo apenas de si. A vitória por 3 a 0 sobre Essuatíni, na Praia, fechou a campanha com a assinatura que faltava: os Tubarões Azuis terminaram à frente dos camaroneses e transformaram um grupo que parecia reservado a uma potência tradicional em uma das maiores histórias da corrida africana para o Mundial de 2026.




 









A estreia na Copa do Mundo também ajuda a dimensionar o tamanho do feito. Cabo Verde é uma seleção relativamente jovem no cenário internacional, filiada à FIFA apenas em 1986, e chega ao Mundial como a segunda menor nação em população a disputar o torneio, atrás somente da Islândia, que levou seus cerca de 334 mil habitantes à Copa de 2018. O arquipélago cabo-verdiano, com aproximadamente 525 mil habitantes, transforma sua presença em 2026 em algo que ultrapassa a lógica estatística: um país pequeno em território e população, mas capaz de ocupar um lugar enorme na história do futebol africano.

Para entender Cabo Verde, é preciso olhar antes para o próprio Atlântico, onde o país se formou a partir de um arquipélago de ilhas vulcânicas localizado próximo à costa ocidental da África. Mapeadas e colonizadas pelos portugueses no século XV, durante as expedições que buscavam contornar o continente africano e alcançar a Índia e os mercados asiáticos, essas ilhas receberam um nome ligado ao Cabo Verde continental, situado na região do atual Senegal. A partir do contato entre portugueses e africanos, marcado pelo comércio, pela ocupação das ilhas e por relações interétnicas, nasceu uma sociedade singular, de população majoritariamente mestiça, formada pela mistura entre referências culturais europeias e africanas. Desse processo surgiu também uma identidade própria, associada por alguns autores aos chamados “lançados”, além de uma realidade linguística particular: o português como idioma oficial e o crioulo cabo-verdiano como língua viva do cotidiano, nascida justamente desse encontro entre o português e línguas africanas.

 



 









Mas e a seleção de Cabo Verde? Em campo, os Tubarões Azuis carregam no uniforme o azul da bandeira do país e no apelido a força simbólica do tubarão, mascote que traduz bem o espírito de uma equipe acostumada a desafiar águas maiores do que o próprio tamanho. Dentro de campo, Cabo Verde chega com um time que mistura experiência e a força de uma geração espalhada por diferentes centros do futebol mundial. Sob o comando de Bubista, os Tubarões Azuis têm em Vozinha uma figura simbólica no gol, em Roberto “Pico” Lopes e Logan Costa nomes importantes para sustentar a defesa, em Jamiro Monteiro e Kevin Pina jogadores capazes de dar equilíbrio ao meio-campo, e em Ryan Mendes, Garry Rodrigues, Jovane Cabral e Dailon Livramento as principais alternativas para transformar transição ofensiva em chances de gol.

 



 









Cabo Verde não é uma seleção construída para encantar pela posse ou dominar o adversário, mas um time competitivo, emocionalmente ligado ao tamanho da própria história e perigoso justamente porque chega sem o peso dos favoritos. Cabo Verde aparece na Copa como um tubarão azul cruzando o Atlântico: carrega as ilhas no peito, a diáspora nas costas e a fome de quem sabe que, em mar aberto, até os gigantes precisam respeitar quem aprendeu a nadar contra a corrente.

 














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HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)



 

Felipe Sanches (BUCCA)

Historiador e arqueólogo, mora em Toledo (PR); 

primeiro jogador de rugby da família



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Copa 2026 • Grupo H • Espanha

El Puño de Puyol



A Espanha campeã do mundo em 2010 tinha uma identidade clara: controlava o ritmo do jogo e sufocava o adversário através da posse de bola. A base daquele time vinha do Barcelona de Guardiola, com Xavi, Iniesta, Busquets, Puyol, Piqué e Pedro. Não era uma seleção construída na força física, mas na inteligência coletiva. Xavi era o cérebro que organizava cada ataque, Iniesta transformava espaços pequenos em oportunidades e Busquets fazia o trabalho invisível que mantinha toda a engrenagem funcionando. E havia ainda a liderança quase selvagem de Puyol, um jogador que parecia disputar cada lance como se fosse o último da carreira.

 



 













Em 2026, a Espanha volta a ter uma forte influência do Barcelona. Lamine Yamal é o talento capaz de decidir partidas em um lance. Pedri assume parte da responsabilidade criativa que antes passava por Xavi e Iniesta, e Rodri, vencedor da Bola de Ouro, em 2024, tornou-se a referência da posição que um dia pertenceu a Busquets. E há também Dani Olmo, que, além da técnica e mobilidade, mostrou sua capacidade de decidir jogos grandes — como no golaço marcado contra o Brasil. A questão é inevitável: repetir a fórmula de 2010 ainda funciona?

Em parte, sim. O futebol continua premiando equipes que sabem controlar a bola e impor seu ritmo, mas o jogo, hoje em dia, é mais rápido, mais físico e muito mais vertical do que era há dezesseis anos. Talvez a maior dúvida nem seja sobre Xavi, Iniesta ou Busquets; talvez seja sobre Puyol. É possível encontrar novos talentos e até um novo Bola de Ouro, mas será que existe alguém nesta geração capaz de repetir a liderança, a coragem e a entrega que Puyol transmitia aos companheiros?

 



 










A Espanha de 2026 não precisa copiar a de 2010 para ser campeã. Mesmo sem convocar ninguém do Real Madrid, a Fúria chega forte e, na minha opinião, entra entre as quatro principais candidatas ao torneio. Se conseguir unir o talento de Yamal, Pedri, Olmo e Rodri com uma dose da alma competitiva que Puyol levava ao campo, talvez esteja mais perto do título do que muitos imaginam.

 
















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Francisco Felsberg (XICO)

professor de remo em Caraíva e tricampeão de Bolão da Copa



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Copa 2026 • Grupo G • Nova Zelândia

Preto no Branco no Dial



FIFA World Cup™

Los Angeles, California, United States of America

Los Angeles Stadium, Inglewood

June 15, 2026 - 6:00 PM local time

IR Iran v New Zealand

 



 











4:00 PM - 📻 NO AR.  "Amantes da nobre arte, está no ar mais um “De Letra na Copa Rádio” no seu dial, aumente o som do seu rádio e venha pra cá. A partir de agora a emoção entra em campo. Onde quer que você esteja, nosso time de campeões traz todos os detalhes deste grande espetáculo. Fique ligado, a bola vai roooolar!" (sobe o grito da torcida, tambores e batuques, aplausos; segue trilha épica da transmissão)

 



 












🎙️ (direto do estádio) 

Narrador: "Saaaaalve Salve, amantes iletrados da bola. Pra vocês que estão nos ouvindo... nosso mais sonoro boooom dia, boa tarde, boa noite! Eu sou Marcelo Milan, ao meu lado o afiado Felipe Peru, e vocês colados no De Letra na Copa.”

Peru: "O clima é diferenciado... Milan, toda essa temperatura e som das arquibancadas... tá incrível! E pra você que ainda tá nos ouvindo, o tempo é bom, com possíveis surpresas até o final da partida. Expectativa!"

Milan: "E não importa onde vocês estejam... o que importa é que nós estamos aqui por vocês, direto do Los Angeles Stadium, California... (Peru ironiza baixinho... "Ki chaaaato! kkk"). É muito chato desfrutar dessa maravilha sem vocês... "

BREAKING NEWS! Aviso de última hora! Por determinação do ICE, somente poderemos trazer a cobertura da seleção da Nova Zelândia. Repito: por determinação do ICE, traremos apenas a cobertura da seleção da Nova Zelândia!

Milan: "A partir de agora, vamos juntos viver todas as emoções de Irã e Nova Zelândia... Porque aqui não tem censura! A seleção da Nova Zelândia entra em campo logo mais e nossa equipe já está pronta para trazer uma cobertura especial.  Então Peru, vaaamos nessa, qual é a expectativa pro jogo de hoje?"

Peru: "É baixa! ... o grupo G é fraco, seria melhor que só passasse a Bélgica... Fora isso, hoje é matar ou morrer para essas seleções, só interessa a vitória. Quem perder está praticamente fora do mata-mata. Expectativa!"

Milan: "Mas eles são conhecidos como os destemidos All Whites! Não é?"

Peru: "Pode até ser! Mas eles nem chegam perto de sua versão invertida, os poderosos All Blacks, a equipe de rugby. Lá eles jogam futebol com a mãããooo, Milan!" (...) "Dando contexto, esta será somente a terceira participação deles em Copas. Em 2010, terminaram a Copa invicta, empatando com Itália, Paraguai e Eslováquia. Eles não ganham de ninguém, Milan!"

Milan: "Xiiii... Então hoje vai ser osso duro, pessoal! É torcer pra baixar o espírito aqui" (...) "Bom, vamos chamar nossos repórteres Rafael Pope e Márcio Blob pra ver quem traz a informação.... Ooohhh, Popera!"

Pope: "Fala Milan.... informação. Estou em frente ao hotel aqui da Nova Zelândia e está tudo calmo. Hoje pela manhã, na coletiva, o técnico Darren Bazeley diz estar preocupado, Marko Stamenić é dúvida, mas acredita que esta é a melhor geração que já tiveram e que o objetivo é conquistar a primeira vitória em Copas do Mundo".

Peru: "Meuuuuu Deus!" (...) "Popera, confirma pra nós, eles têm certeza que querem vir pro jogo?"

Pope: "Com certeza. O capitão da equipe e maior artilheiro da história, o atacante Chris Wood, com 45 gols, disse na coletiva que a equipe é muito competitiva e está pronta para desafiar adversários mais tradicionais".

 












Milan: "Popera, traz pra nossa audiência um pouco dos bastidores e como está o clima entre jogadores..."

Pope: "Com certeza. Nos bastidores da seleção o ambiente é descrito como extremamente unido. É notório que a seleção entra em campo de mãos dadas e viralizou entre os torcedores a noiva do goleiro Michael Woud, que ficou pistola por ele ter adiado o próprio casamento pra vir à Copa."

Peru: "Mas, Popera, o que eu fiquei sabendo é que o titular vai ser o Max Crocombe, então por que a polêmica?"

Pope: "Milan! Milan! Já podemos ver a movimentação dos jogadores e da comissão técnica no lobby e o clima é de descontração. Em instantes a delegação deixará o hotel rumo ao Los Angeles Stadium".

Milan: "Que Maravilha... Aqui nós trazemos tudo o que acontece nos bastidores. Vem pra cá, Pope... Me chama quando estiver aqui nas imediações" (...) "E vamos pro intervalo comercial, solta a vinheta, diretor".

 

Vinheta“ESPM, onde as ideias ganham voz, palco e tela. ESPM, paixão pelo futuro.”

 

Milan: "Futebol é mania" (...) "Estamos de volta trazendo todo o colorido desta festa... E você, Peru, já fez a sua aposta para hoje?"

Peru: "Eu não! Meu dinheiro eu gasto com coisa séria! Perder dinheiro é coisa de otário".

Milan: "Aqui quem perde não importa, porque quem ganha é vocêêê, ouvinte! Vamos com informações quentes lá da zona mista. Diga lá.... Onde é que você está, Blob!?"

Blob: "Ooohh Marcelo, isso aqui está bom demais.... Tem mais mulher que em desfile da Fashion Week".

Milan: "Alegriiiia! E, Blob, traz pra nós mais curiosidades aí da zona mista!"

Blob: "É comigo mesmo. Estou curioso pra ver como está o camarote... Já já eu subo pra lá, me aguardem!"  (...) " Mas falando sério, a festa lá vai ser de gala. Os convidados estão na beca... Todo mundo de preto, ô loco meu! Te falo já... Passaram por aqui Sean Fitzpatrick, Tana Umaga, Kieran Read, Sam Cane e nada mais nada menos que o lendário Richie McCaw!”

 



 










Peru: "Os All Blacks vieram em peso! Milan, esses carregaram a braçadeira de capitão e forjaram a identidade vencedora da camisa preta da Nova Zelândia. Fenômenos!"

Milan: "Incrível, Peruzera! E o que mais, Blob?"

Blob: "Eu consegui o contato de uma repórter da Bélgica... Já me escala pro jogo contra eles que eu vou desenrolando" (...) "Ah! Antes que eu me esqueça, mais cedo fui fazer a cobertura do vestiário dos brancos... Aquilo lá é um glamour, meu Deus! Tem um banquete lá... Tem até uma banheira de hidro!"

Milan: "Blob... Tem algum segredo pra contar pros nossos ouvintes?”

Blob: "Parece que tem segredo sim.... Mas eu também não sei qual é!" (...) "Eu sigo aqui esperando o ônibus da seleção chegar".

Milan: "Peru, você acredita que a Nova Zelândia pode surpreender o adversário?" (...) "Afinal, como é que joga o time?"

Peru: "Joga sem a bola!" (...) "É uma equipe que costuma jogar de forma compacta, dificultando espaços para os adversários.”

Milan: "As arquibancadas aos poucos vão sendo tomadas. O público vem chegando e quero saber... onde você está, Popera?!" (...) "Tá na escuta, Popera?!"

Pope: "Com certeza! Tem geral aqui querendo ingresso pra esse jogo inédito. Tá difícil... Tem torcedor chegando de todos os lados, procurando ingresso, mas aqui não tem cambista. O pessoal aqui fora tá vendendo água em dólar. País civilizado, né?!" (...) " Vou abordar alguns torcedores neozelandeses (...) - "Hi, are you excited to see All Whites? Is the team ready?" (...) (vocês estão animados pra ver All Whites? A equipe está preparada?)"

(...) Fan On. - "Hey! We're the kings of Oceania! That's why we're here! Go All Whites!" (crowd) -" All Whites! All Whites! All Whites!" (...)

Pope: "E ainda nem sei como eu vou entrar. Eu vou ficando por aqui, te encontro aí dentro, Milan" (...) "Minha credencial tá com vocês, produção?"

Milan: "Vem pra cá, Popera... Corre pra não ficar de fora!"













Milan: "Enquanto o Pope vem chegando, quero trazer dois convidados muito especiais..."

Peru: “Eles vêm pra falar de Seleção Brasileira!"

Milan: "Sejam muito bem-vindos, craque Daniel e professor Cerginho, satisfação tê-los aqui no 'De Letra na Copa'" (...) " Quero saber na lata, e a Seleção?"

Craque Daniel: "Essa convocação do Neymar é a primeira convocação-desfalque da Seleção. É uma convocação só para estar desfalcado e desfalcar a Seleção, entendeu? É complexa essa estratégia... Não é, não é difícil...

Professor Cerginho: "É possivel implementar essa ideia na Seleção. É importante falar disso".

Craque Daniel: "Usa essa tática, ao menos um tem essa característica. O atleta que não joga obriga os outros a jogar melhor e acaba por melhorar o time, entendeu?"

Professor Cerginho: "Claro! Porque ele não joga nada, então é preciso que ele venha e volte a jogar mais".

Craque Daniel: "É isso!"

Professor Cerginho: "Sem dúvida! "

Peru: "Clap, clap, clap! Bravo! Bravo!"

Milan: "Éééé, Mister, tá todo mundo de olho. Aqui no 'De Letra' só tem análise qualificada."  (...) "Satisfação, craque Daniel e professor Cerginho!"

Peru: "Satisfação!" (...) "Milan, já estamos com o Pope na beira do campo. Popera, dá pra ver a movimentação na saída do túnel?"

Pope: "Com certeza! Já dá pra ver um zum-zum-zum, os árbitros já estão em posição e concentrados, alguns jogadores ainda estão chegando... Tem muita movimentação, dá pra ouvir alguns berros, uma rodinha ali mais ao fundo... Eles estão chegando! "

Milan: "Apagaram as luzes! Efeitos especiais se espalham pelas arquibancadas! Entra a música oficial do torneio!"


Locução Oficial FIFA World Cup™: "Senhoras e senhores!  O mundo inteiro volta seus olhos para este espetáculo. De todos os continentes, entre todas as culturas, somos unidos por uma única paixão: o futebol. Esta é a celebração de um sonho, a confraternização de nossas nações. Este é o maior espetáculo mundial dos esportes. Batam palmas para receber agora os atletas que carregam o orgulho de seus países e a esperança de milhões de torcedores." (...) "Bem-vindos à Copa do Mundo FIFA 2026. Que entrem as seleções!”

 

Pope: "As luzes do estádio acabaram de ser acesas e os árbitros estão vindo pro campo. O árbitro principal passa e pega a bola, que repousava no tótem da FIFA. A massa de torcedores está quebrando as expectativas".

Milan: "O inacreditável entra em jogo! A expectativa vem à tona... A Nova Zelândia vem a campo com o uniforme dois. Tirem as crianças da sala e aumentem o som! O que vou dizer é a mais pura verdade. Os All Whites entraram de All Blacks!  Eu vou repetir, eles entraram de All Blacks!"

 



 











Peru: "É a mais pura verdade!" (....) "A torcida puxa “Go All Blacks 'n Whites, go All Blacks 'n White!"

Milan: "É pura emoção!" (...) "Aqui você tem isso e muito mais!”

Pope: "E tem mais mesmo, Milan! Tá confirmado, a seleção entra em campo com o craque Marko Stamenić... Ele era dúvida, mas vai jogar. A artilharia vem completa.”

Milan: "Enquanto a comissão técnica e os jogadores reservas tomam seus lugares no banco, as equipes estão perfiladas ao lado dos árbitros, bandeiras sendo içadas nas tribunas. E vamos aos hinos nacionais, começando pelo do Irã".

 

(...)

 

Pope: "Tá confirmado, Milan, os times vêm com força máxima pra dentro de campo. Assim que terminar o cerimonial, vamos tentar buscar uma última palavra do técnico neozelandês e confirmar o esquema tático dos All Whites".

Milan: "Caramba! Apagaram as luzes novamente... A torcida segura a agitação e o silêncio vai tomando conta de todo o estádio". (...) "As luzes estão se acendendo de novo e, peraí, os All Whites estão em formação no círculo central do gramado. Os jogadores do Irã se voltam para o centro e um grito rouco, forte e sonoro ecoa das arquibancadas até os jogadores:  Haka ka mate Te Rauparaha Haka! Haka ka mate, Haka ka ora!"

Os atletas da Nova Zelândia começam a fazer a dança Haka, dos povos maoris ancestrais.

 

Ringa pakia uma tiraha — Bata palmas e estufe o peito

Turi whatia — Dobre o joelho

Hope whai ake — Quadril bem próximo

Waewae takahia kia kino — Bata o pé o mais forte que conseguir

Turi whatia Bata o pé tão forte quanto você conseguir

 

Ka Mate! Ka Mate! — É a morte! É a morte!

Ka Mate! Ka Mate! Huuuh! — É a morte! É a morte! Huuuh!)

Ka Ora! Ka Ora! — É a vida! É a vida!

Ka Ora! Ka Ora! Haaah! — É a vida! É a vida! Haaah!

 

Tenei te ta ngata puhuru huru

Milan: “Esse figura é muito engraçado.”

Nana nei i tiki mai

Pope: “Quem trouxe isso?”

Hope whai ake Waewae takahia kia kino

Peru: “Da próxima vez pisem nos pés pra machucar.”

 

Ka Mate! Ka Mate! — É a morte! É a morte!

Ka Mate! Ka Mate! Huuuh! — É a morte! É a morte! Huuuh!)

Ka Ora! Ka Ora! — É a vida! É a vida!

Ka Ora! Ka Ora! Haaah! — É a vida! É a vida! Haaah!

 

Whakawhiti te ra — Este é o homem peludo

Peru: “Popera?”

A upane ka upane — Fez o sol brilhar intensamente

Pikihia te arawhata kake ki runga! — Suba a escada até o topo!

 

Ka Mate! Ka Mate! — É a morte! É a morte!

Ka Mate! Ka Mate! Hi! — É a morte! É a morte! Rá!

 

Do canto ao silêncio.



 

 











Milan: " ¡Por Dios! Tudo é perigoso, tudo é divino maravilhoso!"

Peru: "É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte. " (....)  "Atenção!"

Milan: "Atenção pra estrofe e pro refrão! " (Fiuuu!) "Auuuuutoriza o árbitro..."

 

FIM





 











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HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)



Créditos Sinceros

• Os personagens da cobertura do jogo estão representados pelos cronistas do 'De Letra na Copa', Marcelo Martensen (Milan), Luís Felipe Canto (Peru), Rafael Bauer (Pope) e Márcio Canto (Blob).

• Os personagens de craques Daniel e professor Cerginho são criação dos humoristas Daniel Furlan e Caíto Mainier, e a teoria futebolística idem.

• “Divino Maravilhoso” é uma composição de Gilberto Gil e Caetano Veloso.

 

 

 Marcos Alencar (FETU)

Publicitário, hilário e lendário

















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