Déjà-Vu: Esse Jogo Eu Já Vi
Parece que já vivemos esse filme. A França está
novamente a um passo de tocar o céu, desta vez em solo norte-americano. Todos
aguardam o momento em que Kylian Mbappé será definitivamente coroado, não
apenas como o dono dessa geração, mas como um dos maiores jogadores de todas as
Copas, diante de um mundo que assiste ao vivo à transformação de um jogador em
uma lenda.
Uma França que vive hoje um cenário curioso. Um
país totalmente dividido entre a direita e a esquerda..., mas calma, não é
política. Estamos falando da ponta das chuteiras de Ousmane Dembélé. Atacante
ambidestro, imprevisível, quase inacessível quando arranca em direção ao gol.
Ninguém sabe se ele vai para a direita ou para a esquerda, qual perna vai
escolher para finalizar, uma "indecisão" que aterroriza os
adversários.
No comando do esquadrão, o general Didier Deschamps
está prestes a alcançar o Olimpo definitivo do futebol. Se o apito final
confirmar o que todos esperam, ele irá coroar sua carreira lendária com duas
Copas do Mundo como treinador e uma como jogador. Um feito monumental, que
coloca a França no mesmo patamar de dinastias históricas. Aliás, os Bleus já
igualaram os feitos impressionantes do Brasil (1994, 1998, 2002) e da Alemanha
(1982, 1986, 1990) ao carimbar o passaporte para três finais de Copa do Mundo seguidas.
Uma seleção forrada de talento, juventude e
experiência vitoriosa. Olhar para o elenco francês é ver o presente e o futuro
do futebol mundial desfilando juntos. William Saliba e Dayot Upamecano na zaga.
A experiência de Lucas Hernández e a imposição de Malo Gusto nas laterais.
Aurélien Tchouaméni ditando o ritmo no meio-campo, ao lado do puro talento de
Désiré Doué e Michael Olise. No ataque, Mbappé e Dembélé ainda contam com a
velocidade de Bradley Barcola e a categoria de Marcus Thuram.
A Champs-Élysées já está pronta para a festa. A
Torre Eiffel brilha intensamente colorida com o azul, branco e vermelho,
iluminando o orgulho de um povo. O grito de "Allez Les
Bleus!" ecoa de Paris até os confins de Nova York, onde a
história está sendo escrita.
O planeta bola apenas aguarda o apito final nos
Estados Unidos para ver essa geração de ouro gravar, mais uma vez, o próprio
nome dela na eternidade. No fundo, todos nós sabemos como essa história
termina. Afinal... esse jogo eu já vi. É o mais puro déjà-vu.
Nova York, 19 de julho de 2026
ESQUEMA TÁTICO (clique para
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HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)
Fabrício
Bosio (BROLHO)
Jornalista
na ESPN Brasil e criador do Alambrado Alvinegro





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