O Rio do Tempo
Ergueu-se a fera negra ao primeiro clamor;
E ali, entre canários, eslavos e escoceses,
Provou o fel amargo do efêmero esplendor.
Cinquenta e dois invernos engoliu o Congo,
Caudaloso de mágoas, de cobalto e de guerra;
O leopardo dormiu na sombra do esquecimento,
Sonhando o gramado distante de outra terra.
Mas desperta a fera, e se abre a demanda,
Rugindo rediviva do exílio sem brasão;
Nos pênaltis venceu a Nigéria altiva
E domou a Jamaica na prorrogação.
Eis Bakambu, veterano de aço temperado,
E Wissa, raio breve que rasga o adversário;
Mbemba, muralha ereta, sentinela do fundo,
Wan-Bissaka, ferrolho do flanco solitário.
Kakuta tece o passe como verso secreto,
Bongonda incendeia a beira em desatino;
Filhos da diáspora que regressam, em junho,
Para honrar de Lumumba o sangue peregrino.
ESQUEMA TÁTICO (clique para ampliar)
HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)
Luís Felipe Canto (PERU),
Amante de
nada que caiba dentro do mundo.
Apreciador
de futebol de verdade,
onde a
dificuldade é pináculo da vitória.
[Nota do
Autor: Gostaria de agradecer ao administrador e fundador do site a oportunidade
de escrever nesse cultuado espaço; sem dúvida, a melhor fonte para quem quiser
ficar por dentro das novidades desta Copa e da história de todas as outras.
Sinto-me honrado em figurar ao lado de notórios conhecedores desse esporte que
tanto amamos, apesar de tudo.]





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