El Puño de Puyol
Em 2026, a Espanha volta a ter uma forte influência
do Barcelona. Lamine Yamal é o talento capaz de decidir partidas em um lance.
Pedri assume parte da responsabilidade criativa que antes passava por Xavi e
Iniesta, e Rodri, vencedor da Bola de Ouro, em 2024, tornou-se a referência da
posição que um dia pertenceu a Busquets. E há também Dani Olmo, que, além da
técnica e mobilidade, mostrou sua capacidade de decidir jogos grandes — como no
golaço marcado contra o Brasil. A questão é inevitável: repetir a fórmula de
2010 ainda funciona?
Em parte, sim. O futebol continua premiando equipes
que sabem controlar a bola e impor seu ritmo, mas o jogo, hoje em dia, é mais
rápido, mais físico e muito mais vertical do que era há dezesseis anos. Talvez
a maior dúvida nem seja sobre Xavi, Iniesta ou Busquets; talvez seja sobre
Puyol. É possível encontrar novos talentos e até um novo Bola de Ouro, mas será
que existe alguém nesta geração capaz de repetir a liderança, a coragem e a
entrega que Puyol transmitia aos companheiros?
A Espanha de 2026 não precisa copiar a de 2010 para
ser campeã. Mesmo sem convocar ninguém do Real Madrid, a Fúria chega forte e,
na minha opinião, entra entre as quatro principais candidatas ao torneio. Se
conseguir unir o talento de Yamal, Pedri, Olmo e Rodri com uma dose da alma
competitiva que Puyol levava ao campo, talvez esteja mais perto do título
do que muitos imaginam.
ESQUEMA TÁTICO (clique para
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HISTÓRICO EM COPAS (clique para ampliar)
Francisco
Felsberg (XICO)
professor
de remo em Caraíva e tricampeão de Bolão da Copa
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